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Martina Eyewear · Motion · 2026

Visualizer para Shows

Abertura e loop infinito para telas de show

Seleção do projeto

Trabalho em exibição

Assinatura Martina Eyewear
Assinatura Martina Eyewear
A frequência como linguagem visual
A frequência como linguagem visual
Produto dentro do universo do show
Produto dentro do universo do show
Retrato em luz e metal
Retrato em luz e metal
Onda ampliada até virar cenário
Onda ampliada até virar cenário
Visualizer aplicado aos telões
Visualizer aplicado aos telões

Visão geral

O projeto

Ponto de partida

A animação da Martina precisava permanecer nos telões durante toda a noite sem revelar onde recomeçava.

Decisão central

Separar uma abertura de impacto de um loop contínuo e fazer a frequência da marca virar o próprio cenário.

Entrega

Abertura, loop e três montagens de arquivo preparadas para diferentes operações de telão.

A Martina é uma marca de óculos nascida dentro da música eletrônica, e esta peça fecha a identidade dela: é o que roda nas telas durante os shows. O pedido era uma animação de logotipo, mas ela precisava aguentar uma noite inteira no ar. Separei em dois: uma abertura que entrega o bastão para um loop derivado dela, que não termina nunca. Entregue em três montagens, porque eu não sabia qual delas o software das telas aceitaria.

ClienteMartina Eyewear
ServiçoMotion design, Animação
Direção criativaJoão Paulo Villela
ExecuçãoKaion Lima
Ano2026

Como o trabalho tomou forma

Processo

A ideia que não tinha referência

No começo eu achei que era animação de logotipo e pronto. Quando entendi que aquilo ia ficar nas telas durante o show inteiro, o problema mudou: a animação precisava aguentar a décima volta sem cansar quem estivesse olhando.

A saída que eu propus foi separar em dois arquivos. Uma abertura, e um loop derivado dela que a abertura chama no fim. Fui procurar referência pra explicar a ideia e não achei nenhuma que fosse exatamente isso, então parei e montei uma demonstração rápida no After Effects só pra mostrar o que eu estava querendo dizer. A demonstração foi o que fechou a decisão.

A demo de 30/07: o loop ainda era um retângulo laranja
A demo de 30/07: o loop ainda era um retângulo laranja

Dirigir a ferramenta

Os assets brutos saíram do Flow, com as imagens da própria marca de ingrediente e o prompt seguindo o padrão do guia: cromo polido, fundo preto, luz dura. As lições do caminho ficaram anotadas. Separar o objeto da atmosfera em planos diferentes, pra compor no After em vez de aceitar a cena pronta. E trocar palavra que o modelo entende errado: "fan" virava leque de mão, e o símbolo só saiu certo como "sunburst".

Foram mais de trinta clipes gerados pra fechar os dezesseis beats do storyboard do loop, cada um com tempo e nota de edição, pensados pra cair no BPM do show. O que não sustentou o padrão ficou de fora. O trabalho de verdade ficou na montagem, no ritmo e no descarte de tudo que a geração produziu.

Multidão em wireframe, o clímax do beat 12
Multidão em wireframe, o clímax do beat 12
Metal líquido, o respiro do beat 8
Metal líquido, o respiro do beat 8
Plate de laser, a camada de atmosfera
Plate de laser, a camada de atmosfera

A frequência virou cenário

A marca se apresenta com "wear the frequency", e a onda é a assinatura dela: está na haste e na curvatura da lente. Então a onda não podia entrar como enfeite por cima da cena.

Aumentei a frequência até ela virar o próprio cenário, o fundo onde o resto acontece. Foi isso que fez a peça parar de parecer animação de logotipo com gráfico em volta.

O que eu não sabia

Nunca tinha entregado pra tela de show e não sabia o que o software da casa aceita: um arquivo só, dois separados, ou os dois colados. Entreguei os três, e assim a decisão não travou do outro lado.

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